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Veja plano de governo de Felipe Camarão (PT), candidato ao governo do Maranhão

Felipe Camarão (PT) Reprodução/Redes Sociais O candidato ao governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), apresentou o plano de governo ao Tribunal Superior El...

Veja plano de governo de Felipe Camarão (PT), candidato ao governo do Maranhão
Veja plano de governo de Felipe Camarão (PT), candidato ao governo do Maranhão (Foto: Reprodução)

Felipe Camarão (PT) Reprodução/Redes Sociais O candidato ao governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), apresentou o plano de governo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 📲 Clique aqui e se inscreva no canal do g1 Maranhão no WhatsApp Com 73 páginas, o documento reúne as principais propostas do candidato, caso eleito, na chapa formada com Ricardo Rodrigues (PT) como candidato a vice-governador. O plano é dividido em três partes. A primeira apresenta um diagnóstico socioeconômico do Maranhão; a segunda detalha a estratégia de desenvolvimento e a forma de implementação das políticas; e a terceira reúne 65 compromissos de governo, organizados em cinco blocos com 13 compromissos cada. O documento também estabelece três eixos transversais: conservação ambiental, recursos hídricos e alimentos saudáveis; combate às desigualdades a partir dos territórios; e educação, inovação e inclusão socioeconômica. Entre as diretrizes econômicas, o plano propõe ampliar a industrialização e a agregação de valor dentro do estado, desenvolver a bioeconomia, investir na transição energética com benefícios locais e fortalecer a economia do conhecimento, do cuidado e da cultura. Pequenos e médios negócios e a agricultura familiar organizada em cooperativas aparecem como os dois principais meios de distribuição de renda previstos no documento. Confira abaixo por área as principais medidas propostas para o mandato 2027-2030, caso seja eleito em outubro. Educação Na área de educação, o plano prevê a retomada e ampliação do Escola Digna, a expansão da rede do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IEMA) e ações voltadas à alfabetização, ao ensino médio, à educação integral, à formação profissional e ao acesso ao ensino superior. Entre as principais medidas estão levar o IEMA em todas as cidades, com ensino médio técnico em tempo integral ligado às vocações econômicas de cada região, e criar o programa Maranhão que Aprende, da creche à universidade, integrando o Estado aos 217 municípios em políticas de educação. Veja outras propostas: Retomar o Escola Digna para concluir a substituição de escolas de taipa e madeira, reformar unidades existentes e ampliar a escola de tempo integral. Além disso, ampliar o programa aos territórios e maretórios, com valorização da educação multicultural; Expandir o ensino médio técnico em tempo integral do IEMA para todas as cidades, com formação profissional, inovação e governança territorial; Fortalecer a alfabetização na idade certa, com atuação conjunta do Estado e dos 217 municípios; Ampliar a Educação de Jovens e Adultos (EJA) para pessoas que deixaram de estudar; Fortalecer escolas do campo, quilombolas e indígenas e ampliar a educação inclusiva, com salas de recursos; Ampliar vagas na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e na Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL), especialmente no interior; Ampliar o acesso de povos e comunidades tradicionais ao ensino técnico e superior, fortalecendo iniciativas como a Escola dos Mares e das Águas e a Universidade Indígena. Saúde Na área de saúde, o plano prevê a regionalização dos serviços, ampliação do atendimento especializado e fortalecimento da saúde mental, saúde materno-infantil, saúde bucal e do atendimento às populações negras, quilombolas e tradicionais. Entre as principais medidas estão estruturar o programa Maranhão Saúde para Todos, ampliar a cobertura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) aos 217 municípios, levar serviços de oncologia e radioterapia às macrorregiões e expandir a rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Veja outras propostas: Organizar o Sistema Único de Saúde (SUS) por regiões, com postos de saúde voltados à resolução dos atendimentos e maior integração da rede; Levar o SAMU aos 217 municípios e implantar linhas de cuidado para pacientes com acidente vascular cerebral (AVC), infarto e trauma; Ampliar a telessaúde para o interior; Desenvolver o programa Maranhão CUIDA, com expansão da oncologia e da radioterapia para as macrorregiões; Ampliar CAPS, Centros de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) e leitos de saúde mental em todas as regiões, com CAPSi em metade dos municípios e atendimento especializado nos 217; Regionalizar o programa Saúde sem Barreiras e ampliar o cuidado com servidores públicos; Retomar e fortalecer o Mãe Maranhense, com acompanhamento da gestante do início ao fim da gravidez, assistência às gestações de risco e regionalização do Ninar; Retomar e ampliar o atendimento do Ninar no interior para crianças com microcefalia, síndromes raras, autismo e epilepsia de difícil controle; Retomar e fortalecer o Sorrir em todo o Maranhão, garantindo atendimento odontológico gratuito, fixo ou móvel, da prevenção à prótese, em todos os municípios; Efetivar políticas de saúde da população negra e quilombola e a saúde integral dos povos tradicionais, com atendimento a áreas remotas e territórios e maretórios; Utilizar estruturas como UBS Fluvial, UBS da Floresta e telemedicina, com atuação da Força Estadual de Saúde. Segurança pública Na segurança pública, o plano prevê a presença do Estado nos territórios de maior risco, investigação, perícia, inteligência contra o crime organizado e políticas de prevenção da violência. Entre as principais medidas estão o programa Vida Protegida, Mais Segurança e FT VIDA, o apoio do Estado às Guardas Municipais e a retomada da FT VIDA para atuação em territórios considerados prioritários. Veja outras propostas: Ampliar a investigação e a perícia e fortalecer o uso de inteligência no enfrentamento ao crime organizado, além de desenvolver ações de mediação de conflitos e prevenção social da violência; Apoiar os municípios para criação e qualificação das Guardas Municipais, tomando como referência a experiência do Pacto pela Paz; Integrar as Guardas Municipais à inteligência estadual e ao sistema federal de segurança; Retomar a FT VIDA para atuar em territórios e maretórios; Desenvolver ações específicas de proteção à juventude negra nos territórios com maior incidência de violência; Criar Conselhos Jovens de Segurança Comunitária. Infraestrutura, saneamento e moradia Na área de infraestrutura, o plano prevê investimentos em água tratada, esgotamento sanitário, drenagem, coleta de resíduos, habitação e regularização fundiária, além da reconstrução e manutenção das estradas estaduais. Entre as principais medidas estão o programa Obras em todos os municípios, com água e moradia digna e a retomada do Caminhos do Maranhão, voltado à recuperação permanente das rodovias estaduais. Veja outras propostas: Ampliar o abastecimento de água tratada e o esgotamento sanitário onde os serviços ainda não chegam; Fortalecer a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e implantar microrregiões efetivas de saneamento; Ampliar a drenagem urbana, acabar com lixões e ampliar a coleta seletiva com inclusão de catadoras e catadores; Desenvolver ações de moradia digna e regularização de terrenos, com prioridade para mulheres chefes de família, quilombolas e povos tradicionais; Realizar obras estruturantes em todo o estado, e não apenas na capital e na região periférica, com parcerias com as prefeituras; Retomar e fortalecer o Caminhos do Maranhão, com reconstrução e manutenção permanente das estradas estaduais; Definir prioridades rodoviárias considerando o escoamento da produção e o acesso da população a serviços; Ampliar transporte, energia e internet no campo e nos quilombos. Segurança alimentar e assistência social Na área de segurança alimentar e proteção social, o plano prevê o fortalecimento da rede de Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias, a ampliação das compras da agricultura familiar e a regionalização dos serviços especializados da assistência social. Entre as principais medidas estão o Pacto Maranhense Contra a Fome e o programa SUAS forte e proteção social em todas as regiões, com ampliação dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS). Veja outras propostas: Criar um pacto envolvendo Estado, municípios, universidades, setor produtivo e sociedade civil para o enfrentamento à fome; Fortalecer os sistemas de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN) nos 217 municípios; Fortalecer a rede de Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias; Regulamentar percentual mínimo de aquisição de produtos da agricultura familiar para Restaurantes Populares e outros equipamentos públicos; Elaborar ações de combate ao desperdício e ampliar compras institucionais para hospitais, escolas e rede prisional; Implantar CREAS regionais em todas as regiões; Ampliar Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e equipes volantes para áreas rurais e locais de difícil acesso; Fortalecer serviços de acolhimento e Vigilância Socioassistencial, com ampliação do quadro de pessoal e o cofinanciamento estadual da assistência social. Cultura Na área de cultura, o plano prevê reorganizar a política cultural estadual com ações de preservação do patrimônio, democratização do acesso, economia criativa e participação social. Entre as principais medidas estão instituir o programa estruturante Reconstruir a Cultura, Transformar o Maranhão em política de Estado para o período de 2027 a 2030 e ampliar a atuação cultural para todos os municípios. Veja outras propostas: Reconstruir a capacidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secma) de planejar, financiar, proteger e democratizar a cultura; Estruturar a política cultural em eixos voltados aos patrimônios vivos e culturas tradicionais, linguagens artísticas, economia criativa, governança participativa, regionalização e internacionalização; Ampliar a oferta cultural nos municípios; Garantir acessibilidade e direitos culturais aos públicos historicamente excluídos, de modo a consolidar a cultura como direito permanente e como área vinculada ao desenvolvimento socioeconômico. Esporte Na área de esporte, o plano prevê o programa Esporte em Todo Canto, voltado à interiorização das atividades esportivas, ao esporte escolar, de base, paralímpico e de alto rendimento. Entre as principais medidas estão construir estruturas esportivas no interior, ampliar o Bolsa Atleta e criar uma Vila Olímpica Unificada. Veja outras propostas: Instituir o Esporte em Todo Canto como programa estruturante de democratização e interiorização do esporte; Construir quadras escolares cobertas e areninhas no interior; Descentralizar a Lei de Incentivo ao Esporte para os territórios; Criar calendário esportivo regionalizado e universalização dos Jogos Escolares até 2028; Ampliar o Bolsa Atleta, com faixas voltadas ao interior; Fortalecer o paradesporto e o Voe Maranhão, tendo como objetivo construir a Vila Olímpica Unificada como estrutura de alto rendimento para atletas de diferentes regiões; Apoiar os Jogos Tradicionais Indígenas e a Copa Quilombola. Igualdade racial Na área de igualdade racial, o plano prevê uma política antirracista de Estado, com ações territorializadas nas áreas de trabalho, renda, saúde, serviço público, educação e compras governamentais. Entre as principais medidas estão o Maranhão da Igualdade Racial, o Maranhão Quilombola e programas de empreendedorismo e inclusão produtiva voltados à população negra. Veja outras propostas: Implementar as diretrizes do Plano Estadual de Promoção da Igualdade Racial (PlanePIR) 2025-2035 por meio de polos regionais; Ampliar crédito e acesso a mercados para a população negra; Adotar ações afirmativas no serviço público, nas universidades e nas compras do Estado; Desenvolver atendimento específico às pessoas negras com deficiência; Criar políticas de geração de renda e empreendedorismo voltadas à população negra; Desenvolver o programa Mulheres Negras Protagonistas, reunindo renda, proteção e participação política; Desenvolver ações específicas de proteção e oportunidades para a juventude negra. Direito das mulheres Na área de políticas para mulheres, o plano prevê ações de autonomia econômica, geração de renda, enfrentamento à violência, política de cuidados e ampliação da participação feminina nos espaços de decisão. Entre as principais medidas estão o Maranhão das Mulheres, a retomada do Programa Trabalho da Mulher, a expansão das Patrulhas Maria da Penha e o fortalecimento da rede da Casa da Mulher Maranhense. Veja outras propostas: Ampliar trabalho, renda e crédito para mulheres, principalmente as responsáveis sozinhas pelo sustento da família. Além disso, ampliar a participação feminina nos espaços de decisão; No Programa Trabalho da Mulher, integrar a Casa da Mulher Maranhense a políticas de qualificação, microcrédito, empreendedorismo e emprego, priorizando aquelas em situação de violência e vulnerabilidade; Criar creches, lavanderias públicas, restaurantes populares, cozinhas comunitárias e cuidotecas como parte da política de cuidados; Ampliar as Patrulhas Maria da Penha e delegacias da mulher Integrar o atendimento da Casa da Mulher Brasileira, ampliar a perícia no local e criar fluxo integrado entre segurança, Justiça, saúde e assistência para atendimento às vítimas. Primeira infância, crianças e adolescentes Para a primeira infância, crianças e adolescentes, o plano prevê retomar políticas intersetoriais de proteção, saúde, educação, assistência social e prevenção das violações de direitos. Entre as principais medidas estão retomar o Plano Estadual pela Primeira Infância, executar planos voltados à infância e adolescência e fortalecer a saúde mental infantojuvenil e os mecanismos de proteção. Veja outras propostas: Retomar o Plano Estadual pela Primeira Infância, com ações de cuidado da gestação aos seis anos de idade, creches, vacinação em dia e políticas de combate à desnutrição; Fortalecer a identificação e o atendimento precoce de atrasos no desenvolvimento, parentalidade positiva; Executar planos estaduais já aprovados para crianças e adolescentes; Ampliar a saúde mental infantojuvenil, garantir psicólogo e assistente social na escola conforme a legislação; Desenvolver ações de enfrentamento ao trabalho infantil; Fortalecer o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM); Ampliar a proteção integral às crianças e adolescentes órfãos; Regionalizar unidades da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Maranhão (FASE) e estruturar Conselhos Tutelares. Juventude Na área de juventude, o plano prevê políticas de estudo, emprego, renda, permanência estudantil, participação social e proteção às juventudes, com criação de um fundo estadual. Entre as principais medidas estão o programa Maranhão das Juventudes, o Fundo Estadual da Juventude e a ampliação dos programas de transporte e permanência para estudantes. Veja outras propostas: Desenvolver os programas Trabalho Jovem e Jovem Empreende; Ampliar políticas de primeiro emprego, estágio e aprendizagem; Escolas Integrada em 100 unidades até 2027, conforme previsto no documento; Adotar participação da juventude nas compras públicas do Estado; Criar o Fundo Estadual da Juventude, com previsão de recursos vinculados ao ICMS e a receitas de grandes empreendimentos portuários, energéticos e minerais; Implantar Orçamento Participativo da Juventude; Ampliar o Cartão Transporte Universitário e integrá-lo a uma política estadual de permanência estudantil, com linhas de transporte entre bairros e municípios e universidades e escolas técnicas, incluindo o Consórcio Intermunicipal da Baixada; Desenvolver programa de permanência com bolsa, alimentação, moradia, internet e apoio psicossocial; Criar Centros de Cultura da Juventude nas periferias e no interior; Fortalecer o Bolsa Jovem Artista e políticas de saúde mental nas escolas e universidades. Pessoas idosas Para a população idosa, o plano prevê criar uma rede estadual de proteção e cuidado, com serviços em casa, equipamentos especializados e políticas de combate à violência e ao etarismo. Entre as principais medidas está o programa Maranhão que Cuida, a pessoa idosa com dignidade, que prevê atendimento domiciliar em todos os municípios até 2028. Veja outras propostas: Implantar atendimento domiciliar à pessoa idosa nos 217 municípios até 2028; Criar e ampliar Centros-Dia, com políticas de envelhecimento ativo e atendimento de saúde próximo à residência; Desenvolver ações de renda e apoio às pessoas responsáveis pelos cuidados dentro de casa. Pessoas com deficiência Na área de inclusão das pessoas com deficiência, o plano prevê uma política estadual voltada à acessibilidade, reabilitação, educação inclusiva, trabalho, esporte, cultura e tecnologia assistiva. Entre as principais medidas está o Maranhão Acessível e Inclusivo, voltado às cerca de 648 mil pessoas com deficiência citadas no documento. Veja outras propostas: Ampliar a acessibilidade em prédios, calçadas e sistemas de transporte, adotando como referência as normas de acessibilidade aplicáveis aos espaços urbanos; Regionalizar os serviços de reabilitação, educação inclusiva, emprego, cultura e esporte paralímpico; Criar um sistema estadual de informações sobre pessoas com deficiência; Desenvolver um Programa Estadual de Tecnologia Assistiva para ampliar a autonomia. População LGBTQIA+ Para a população LGBTQIA+, o plano prevê uma rede estadual de promoção, defesa e proteção de direitos, com ações contra a violência e de inclusão econômica. Entre as principais medidas está o programa Maranhão da Diversidade, que prevê ampliar o processo transexualizador e desenvolver políticas de trabalho e renda. Veja outras propostas: Estruturar uma rede estadual de promoção, defesa e proteção da população LGBTQIA+, com ampliação do processo transexualizador; Priorizar a investigação de crimes de ódio; Ampliar o acolhimento às vítimas de violência; Criar um Plano Estadual de Trabalho, Renda e Autonomia Econômica; Trabalho, empreendedorismo e economia solidária Na área de trabalho e renda, o plano prevê fortalecer a intermediação de mão de obra, qualificação profissional, cooperativismo, economia solidária, crédito e apoio aos pequenos e médios negócios. Entre as principais medidas estão os programas Maranhão que Trabalha e Maranhão Empreendedor, além da criação de mecanismos para ampliar a participação dos pequenos negócios nas compras públicas. Veja outras propostas: Fortalecer a rede do Sistema Nacional de Emprego (Sine), com a intermediação de mão de obra, qualificação profissional ligada às vocações econômicas de cada região e busca ativa de pessoas que desistiram de procurar emprego; Apoiar cooperativas, associações, incubadoras e mecanismos de finanças solidárias; Implantar programas de inclusão produtiva voltados a mulheres, jovens, população negra, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+, pessoas idosas, povos tradicionais e egressos do sistema prisional, com o programa Oportunidade em Ação; Simplificar a formalização e ampliar crédito de capital de giro e acesso a mercados para microempreendedores individuais (MEIs) e pequenas e médias empresas; Implantar Salas do Empreendedor nos municípios, transformando o poder de compra no governo em renda no território; Indústria, bioeconomia e energia Na área de desenvolvimento econômico, o plano prevê ampliar a industrialização e agregação de valor no território, desenvolver cadeias de bioeconomia e buscar formas de fazer com que os projetos de energia deixem emprego, renda e benefícios nas regiões onde são instalados. Entre as principais medidas estão os programas Adensar Maranhão, Maranhão Bioeconômico e Energia que Fica. Veja outras propostas: Incentivar armazenagem, esmagamento, industrialização, biocombustível e novas etapas das cadeias de mineração e metalurgia no Maranhão; Buscar contrapartidas de emprego e conteúdo local de empreendimentos beneficiados por incentivos; Desenvolver a economia do mar e beneficiar frutos e produtos da sociobiodiversidade, com certificação, inovação e mecanismos de preço mínimo contra atravessadores; Biocombustível e Margem Equatorial, com contrapartida, emprego local e energia comunitária e compensação. Além disso, incentivar a pesquisa universitária sobre a produção de biocombustíveis a partir das culturas agrícolas de cada território, com foco na inovação, sustentabilidade e geração de renda. Ciência, tecnologia e inovação Na área de ciência e tecnologia, o plano prevê interiorizar o sistema estadual de pesquisa e inovação, ampliar a infraestrutura científica das escolas e apoiar startups e novas atividades econômicas. Entre as principais medidas estão o Maranhão do Conhecimento, a retomada e fortalecimento do Inova Maranhão e ações para ampliar laboratórios, internet e educação científica. Veja outras propostas: Levar ao interior a estrutura de ciência e inovação formada por UEMA, UEMASUL, IEMA, Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema); Retomar e fortalecer o Inova Maranhão; Ampliar a presença da Fapema no interior; Ampliar laboratórios de ciências nas escolas; Melhorar o acesso à internet e a inclusão digital; Fortalecer a educação científica; Desenvolver ações voltadas à diversidade e à equidade na ciência; Apoiar startups em cada macrorregião; Desenvolver economia criativa, audiovisual e economia do cuidado vinculadas à inovação. Turismo Na área de turismo, o plano prevê o programa Maranhão Destino, com descentralização da gestão e desenvolvimento de roteiros e atividades turísticas nos territórios. Entre as principais medidas estão ampliar o turismo de base comunitária e criar condições de acessibilidade nos destinos. Veja outras propostas: Descentralizar a gestão do turismo; Criar e fortalecer roteiros turísticos nos territórios; Apoiar eventos e atividades vinculadas ao audiovisual; Desenvolver turismo de base comunitária em quilombos e comunidades tradicionais; Fortalecer o Turismo Acessível, com recursos como Libras, audiodescrição e sinalização tátil. Meio ambiente, recursos hídricos e proteção animal Na área ambiental, o plano prevê tratar a conservação, a segurança hídrica e a proteção dos biomas como parte da estratégia econômica do estado, com recuperação de áreas degradadas, combate ao desmatamento, políticas climáticas e ampliação do acesso à água. Entre as principais medidas estão o Maranhão Verde, o Maranhão das Águas, políticas de justiça climática e carbono azul e o programa Maranhão das Patinhas. Veja outras propostas: Recuperar nascentes, matas ciliares e manguezais, com brigadas comunitárias remuneradas para combater queimadas e desmatamento; Fortalecer o ICMS Ecológico, com critérios claros e mensuráveis para municípios que conservam o meio ambiente; Tornar a educação ambiental política permanente na rede estadual; Buscar acesso a fundos climáticos e pagamento por serviços ambientais ligados aos manguezais e ao carbono azul e reconhecer povos tradicionais como guardiões dos biomas; Ampliar o abastecimento de água em quantidade e qualidade, com prioridade para campo, quilombos, aldeias e comunidades ribeirinhas. Além disso, proteger nascentes e bacias, desenvolvendo ações de adaptação a secas e enchentes; Instituir política estadual de proteção e bem-estar animal, com coordenação e fundo próprios; Criar cadastramento móvel e farmácia veterinária popular; Buscar atendimento médico-veterinário público nos municípios; Apoiar protetoras e protetores de animais; Fortalecer o Maranhão das Águas, com água em qualidade e quantidade para todos, com proteção as nascentes e bacias, prioridade para o campo, quilombos, aldeias e beiradões, adaptação a secas e enchentes e recusa da mercantilização da água. Agricultura familiar, reforma agrária e povos tradicionais Na área rural e de desenvolvimento territorial, o plano prevê integrar assistência técnica, agroecologia, compras públicas, agroindústrias familiares, regularização fundiária e políticas para quilombolas e povos indígenas. Entre as principais medidas estão universalizar a Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), retomar o Sistema Estadual de Produção e Abastecimento (SEPAB), apoiar a implantação de agroindústrias familiares e reconstruir o Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (ITERMA). Veja outras propostas: Universalizar a assistência técnica e extensão rural em todo o estado; Criar e fortalecer programa estadual de agroecologia, com ampliação do uso de biofábricas e bioinsumos, além de reduzir o uso de agrotóxicos; Retomar o Sistema Estadual de Produção e Abastecimento, além de ampliar o Programa de Compras da Agricultura Familiar (Procaf), o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e as compras do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE); Buscar alcançar 70% da merenda escolar proveniente da agricultura familiar, conforme meta prevista no documento; Garantir compras da agricultura familiar para os Restaurantes Populares; Apoiar beneficiamento, armazenagem, certificação e logística para a produção rural, além de priorizar mulheres rurais, quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco nas políticas de agroindustrialização; Fortalecer a reforma agrária popular e ampliar o acesso ao crédito rural, além de articular terra, assistência técnica e financiamento em uma política integrada; Retomar e ampliar o Maranhão Quilombola, com ações de proteção territorial, infraestrutura, qualidade de vida, desenvolvimento local e inclusão produtiva; Implantar CRAS quilombolas; Retomar políticas voltadas aos povos indígenas, incluindo produção tradicional de alimentos, recuperação de áreas, Escola Digna Indígena, Saúde Indígena Forte e ATER indígena; Implementar o Sistema Estadual dos Povos Indígenas previsto em lei; Acelerar a regularização fundiária no campo e na cidade e reconstruir o ITERMA; Concluir a integração do Zoneamento Ecológico-Econômico do Maranhão (ZEE-MA) e utilizá-lo nas decisões sobre crédito, instalação de agroindústrias e desenvolvimento territorial; Criar Câmara de Desenvolvimento Territorial e Fóruns Regionais com participação da sociedade. Gestão pública, participação e transparência Na área de gestão pública, o plano prevê valorização dos servidores, concursos, digitalização dos serviços, interiorização do atendimento, participação popular e monitoramento das políticas públicas. Entre as principais medidas estão criar calendário permanente de concursos, retomar o Maranhão Participativo, implantar um Orçamento Participativo com caráter deliberativo, retomar o Plano Mais IDH e ampliar o Portal da Transparência. Veja outras propostas: Criar plano de carreira e estabelecer revisão salarial periódica para servidores; Criar calendário permanente de concursos públicos; Desenvolver ações de saúde voltadas aos servidores e adotar gratificação por qualificação, além de implantar gestão por metas e indicadores; Ampliar a integração entre secretarias; Ampliar unidades regionais, móveis e equipes volantes para levar serviços públicos ao interior; Retomar e fortalecer o Maranhão Participativo. Além disso, ampliar, o Orçamento Participativo e criar mecanismos digitais e presenciais para definição das prioridades de investimento; Reinstituir por lei conselhos e conferências de políticas públicas com periodicidade definida; Retomar e atualizar o Plano Mais IDH, com enfoque territorial e articulação com geração de renda; Transformar programas estruturantes em políticas previstas em lei e incorporar metas ao Plano Plurianual (PPA), à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e à Lei Orçamentária Anual (LOA); Criar mecanismos de identificação dos recursos destinados no orçamento a agendas como mulheres, igualdade racial, povos tradicionais, infância, juventude, pessoas com deficiência, população LGBTQIA+ e meio ambiente; Implantar o Maranhão em Evidências, reunindo sistemas e observatórios estaduais em uma base integrada de informações; Criar um painel público de desenvolvimento que apresente, lado a lado, crescimento econômico, emprego e renda nos territórios; Ampliar o Portal da Transparência, com dados abertos, linguagem simples e recursos de acessibilidade; Divulgar balanços regulares da execução física e financeira dos programas, além de realizar prestação de contas pública e periódica dos compromissos do plano, articulada ao ciclo do PPA, da LDO e da LOA;